Pular para o conteúdo

PMA KS Vario: qual manual usar, como configurar no BlueControl e como ligar ao CLP por Modbus ou Profibus

Equipe Comander Automação · publicado em 25/10/2026

O KS Vario não tem manual completo em português. Em português, a West Brasil publica a folha de dados e o catálogo; o manual está em inglês, em cinco documentos da PMA. A configuração se faz no computador, com o programa BlueControl, ligado à porta RS232 do módulo de controle. Os PDFs oficiais estão nos documentos do fabricante, ao lado deste texto.

Zonas, módulos e códigos estão na ficha do KS Vario. Aqui está o que se consulta na hora de configurar o sistema e ligar ao CLP.

Qual documento responde a cada dúvida?

DocumentoO que tem
Folha de dados (português)módulos, sensores, saídas, redes, códigos de pedido e versões do BlueControl
Manual de hardware 9499-040-69511montagem, ligação dos sensores e das saídas, alimentação, LEDs e derivação remota
Descrição de funções 9499-040-70511o projeto no BlueControl tela a tela e cada parâmetro de configuração
Tabela de parâmetros 9499-040-72911todos os dados do módulo de controle, com o endereço Modbus de cada um
Interface Modbus 9499-040-69611conector, velocidades, funções, formato dos endereços e códigos de erro
Interface Profibus DPendereço, arquivo GSD, dados cíclicos e reação à queda da rede
Folha de dados do BlueControlo que cada versão do programa faz e os códigos de licença e de cabo

Do que preciso para configurar o KS Vario?

Segundo a West, só faz sentido configurar o KS Vario pelo BlueControl: o programa já leva em conta as ligações internas entre os módulos e evita erro de configuração. Você precisa de:

  • o programa. O Mini é gratuito, de demonstração: monta a configuração e simula, mas não lê o aparelho nem salva o arquivo. Para ler e salvar, licença Basic (KSVC-109-10001; "Padrão" na folha em português) ou Expert (KSVC-109-10011), sem prazo de validade;
  • o cabo. O KSVC-109-00101 (a interface RS232 aceita cabo de até 3 m). Sem porta serial no computador, um conversor USB para RS232 (a West lista o 9407-998-00081). O adaptador USB-TTL das outras linhas PMA não serve: na página de software da West, o driver dele vale para o BlueControl, menos o KS Vario.

O painel aberto pode ter tensão de rede nos bornes de relé e nas resistências. A ligação do computador fica com eletricista habilitado ou pessoa instruída por ele, como pede o manual.

Como criar o projeto no BlueControl?

A sequência da descrição de funções, com os nomes das telas:

  1. Extras > Options. Confira três opções antes do primeiro envio. Store data to device protege os dados que já estão no aparelho. Transfer communication parameters manda junto os dados de rede: com ela marcada, o endereço gravado no arquivo vai para o aparelho. Transfer measured value correction pode apagar uma correção de medição feita só no aparelho: antes de gravar um projeto alterado, leia o aparelho e salve o arquivo.
  2. Device selection. Em basic unit, KS VARIO; em input variant, o módulo de controle (T4/UTH, T4/RTD, T8/UTH ou T6/RTD); em Bus interface, a rede. O número de pedido aparece em Order number: compare com a etiqueta.
  3. System configuration. A posição 0 é o módulo de controle. Acrescente os outros módulos com Add, na ordem em que estão no trilho. Segundo a West, esta é a última chance de mudar a composição sem refazer a engenharia inteira.
  4. Controller. Cada canal recebe um intervalo de cálculo. A 3.200 ms, um canal ocupa 0,8% do processador; a 100 ms, 25,6%. A soma não pode passar de 100%: quatro canais a 100 ms já passam.
  5. Inputs e Outputs. A ligação entre entrada, canal e saída é livre. A West recomenda a ordem direta: entrada 1 no canal 1, entrada 2 no canal 2, e assim por diante.
  6. Configuration. Em Device, ajuste FrEq para 60 Hz, a frequência da rede no Brasil (é o filtro contra interferência), e, em Interface (IF), Bus.Typ, Addr, bAud e PrtY. Em cada canal, o sensor (S.tYP), a reação à quebra do sensor (FAIL) e à queda da rede (B.FAIL), o alarme de malha (LP.AL) e o autoajuste (Tune, Strt, AdtG).
  7. Gravar e guardar. Grave a configuração com o ícone de conexão curta que vai do computador para o aparelho. O outro ícone de conexão curta faz o caminho inverso: lê o aparelho. Salve o projeto (arquivo .bct) com o nome da máquina.

O KS Vario confere se a configuração bate com os módulos montados. Se um módulo mudar de lugar no trilho, o projeto precisa ser revisto.

Como ligar o KS Vario ao CLP por Modbus RTU?

O acoplador Modbus aceita RS485 ou RS422 e reconhece sozinho qual está ligada. O conector é um Sub-D fêmea de 9 pinos. Confira a pinagem no desenho da seção 2.1 da descrição Modbus. O endereço não tem chave no acoplador: é ajustado no BlueControl (Addr) ou pela própria rede.

ItemO que diz a descrição Modbus
Velocidade2.400, 4.800, 9.600, 19.200 ou 38.400 baud
Redeaté 1.000 m sem repetidor; 32 aparelhos por segmento, 247 com repetidores; resistor de terminação nas duas pontas
Endereço do aparelho1 a 247 (0 é mensagem para todos, sem resposta)
Funções03 e 04 leem; 06 escreve um dado; 16 (10 hex) escreve vários; 08 é diagnóstico
Faixas de endereço0 a 511: dados do aparelho; 512 a 1023: os principais dados dos 30 canais, para a IHM; canal 1 a partir de 1024, e cada canal seguinte 512 adiante
Formatointeiro no endereço base; com uma casa decimal, base + 16384 (4000 hex); ponto flutuante, base x 2 + 32768 (8000 hex)

Exemplo, da tabela de parâmetros (versão de operação 4):

DadoInteiro1 casa decimalPonto flutuanteCanal 2 (inteiro)
X.Eff, temperatura medida121617600352001728
SP.EF, setpoint em uso121717601352021729

Três detalhes costumam travar a primeira comunicação:

  • o ponto flutuante não se escreve com a função 06;
  • -31000 é dado não definido, e -32000 é função desligada;
  • o erro 03 (ILLEGAL DATA VALUE) volta quando o valor está fora dos limites ou quando se escreve um dado de configuração com o aparelho fora do modo de configuração.

O básico da RS485 está em Modbus RS485 no controlador de temperatura.

E por Profibus DP e as outras redes?

ItemO que diz a descrição Profibus DP
Endereço0 a 126, 01 de fábrica, nas duas chaves rotativas do acoplador; pelo BlueControl, só com as chaves em "00"
Velocidadevem do mestre e é reconhecida sozinha: de 9,6 kbit/s (até 1.200 m) a 12 Mbit/s (até 100 m)
Terminaçãoo resistor não está no acoplador: fica no conector
Dados cíclicosescolhidos no BlueControl: até 120 de leitura e 120 de escrita de quaisquer canais, mais até 32 iguais para todos os canais
Queda da redeparâmetro fail-safe: em Last value, o de fábrica, a estação segue com os últimos valores recebidos; em zero, as saídas forçadas pela rede vão a zero

Se o CLP só garante a consistência dos dados em módulos próprios, a West indica os módulos de tamanho fixo A.3 a A.6 do arquivo GSD. A página de software da PMA na West traz o GSD para Profibus DPV1, o GSDML para PROFINET e os EDS para DeviceNet, CANopen e EtherNet/IP.

O que dizem os LEDs?

LEDOndeAcesoPiscandoApagado
D (verde)módulo de controlebarramento interno sem erroerro no barramento internosem alimentação
1 RUN (verde)módulo de controleem operaçãoEEPROM com defeitofora de operação
2 (verde)módulo de controleautoajuste em cursoautoajuste sem sucesso, canceladoautoajuste concluído ou fora de operação
3 (amarelo)módulo de controlealarme memorizadoalarme ativo: limite, corrente ou SSRsem alarme
4 (vermelho)módulo de controlealarme de malha ou sensor em falhasem erro
US, UM, UB (verdes)acopladoralimentação do segmento, principal e do acoplador presentesfalta a tensão
D1 (vermelho)acoplador Profibusnunca chamado pelo mestremestre presente, configuração erradarede funcionando
D2 (vermelho)acoplador Profibus, Modbus TCP ou EtherNet/IPfalha entre acoplador e módulo de controlecomunicação certa

No acoplador Modbus RTU, D1 e D2 piscam com o envio e a recepção de dados. Antes de mandar um módulo para reparo, o manual pede para conferir sensores, fiação e o que está ligado às saídas.

O autoajuste não termina. Por quê?

Ele só começa com o processo estável: oscilação abaixo de ± 0,5% da faixa de controle (rnGL a rnGH). Na partida, a distância entre o setpoint e a temperatura atual precisa ser de pelo menos 10% da faixa de setpoint (SP.LO a SP.Hi). O LED 2 piscando indica cancelamento; o código diz a causa:

CódigoCausaO que fazer, segundo a West
3sentido de ação erradotrocar inverso e direto na configuração
4 e 9a malha não respondeconferir sensor, ligação e processo
5 e 7ponto de inflexão baixo (5) ou degrau de saída pequeno (7)abrir os limites de saída (subir o máximo ou baixar o mínimo)
6 e 8risco de passar do setpoint (6) ou pouca folga até ele (8)mudar o setpoint, partir de temperatura mais baixa (6) ou reduzir a faixa de ajuste do setpoint (8)

Em zonas vizinhas com forte acoplamento térmico, use o autoajuste em grupo (AdtG, até 4 grupos). Com Strt em 1, ele roda de novo a cada vez que a máquina liga, mesmo sem mudança no processo, e a partida demora mais: a West pede critério nessa opção. A teoria está em autossintonia no controlador de temperatura.

Perguntas frequentes

Existe manual do KS Vario em português?

Não completo. Em português há a folha de dados e o catálogo; configuração, endereços e redes estão nos documentos em inglês desta página.

Troquei o módulo de controle. Como devolvo a configuração?

Com o arquivo .bct da máquina, grave pelo BlueControl Basic ou Expert. A West também publica o BlueLoader, que só grava no aparelho uma configuração pronta, sem deixar alterar. Se o módulo antigo parou e não há arquivo, a configuração precisa ser refeita. Por isso vale guardar uma cópia de cada máquina.

Dá para mudar a configuração pelo CLP?

Os dados de configuração podem ser escritos pela rede, mas só com o aparelho em modo de configuração. A West recomenda configurar pelo BlueControl. Pelo CLP, o normal é ler e escrever setpoints e parâmetros.

Vou ampliar a máquina com mais zonas. O que muda no projeto?

O módulo novo entra em System configuration, e mudar a composição depois de criado o projeto exige refazer a engenharia. Os T4 ficam em até 4 malhas; para crescer, o T8/UTH ou o T6/RTD. Compare caminhos no controlador de temperatura multizona ou no seletor de controlador.

Resumo

  • Manual completo só em inglês; em português, a folha de dados e o catálogo.
  • Configuração pelo BlueControl na RS232; para ler e salvar, licença Basic ou Expert.
  • Modbus: endereço pelo BlueControl ou pela rede, 512 endereços por canal.
  • Profibus: chaves rotativas, ou BlueControl com as chaves em "00".

Quem ainda tem MLC 9000+ vê o que muda em migrar do MLC 9000+ para o KS Vario. O KS Vario, como os demais controladores West, tem garantia de 3 anos.

Vai ampliar um KS Vario, trocar um módulo ou montar uma máquina nova? Mande pelo WhatsApp ou pelo formulário desta página a foto das etiquetas do acoplador e do módulo de controle e diga qual é a rede do CLP. A equipe da Comander confere os códigos antes da cotação.

Qual é a sua situação?

Escolha uma opção: a conversa no WhatsApp já começa com o assunto certo.

Prefere o formulário? Pedir cotação

Fale com a equipe pelo WhatsApp ou pelo formulário

Mande o código da etiqueta, o modelo ou a aplicação. A equipe da Comander confere a especificação antes da cotação.

Fale pelo WhatsApp11 94338-1191 Ligue para nós11 2373-3336 E-mailcomander@comanderautomacao.com.br
  • Garantia de 3 anos
  • Envio em até 24 h para produtos em estoque
  • Atendimento em São Paulo e entrega em todo o estado

Envie sua mensagem

Agiliza o orçamento

Você recebe uma cópia do pedido por e-mail.

WhatsApp Ligar Cotação