PMA KS Vario: qual manual usar, como configurar no BlueControl e como ligar ao CLP por Modbus ou Profibus
O KS Vario não tem manual completo em português. Em português, a West Brasil publica a folha de dados e o catálogo; o manual está em inglês, em cinco documentos da PMA. A configuração se faz no computador, com o programa BlueControl, ligado à porta RS232 do módulo de controle. Os PDFs oficiais estão nos documentos do fabricante, ao lado deste texto.
Zonas, módulos e códigos estão na ficha do KS Vario. Aqui está o que se consulta na hora de configurar o sistema e ligar ao CLP.
Qual documento responde a cada dúvida?
| Documento | O que tem |
|---|---|
| Folha de dados (português) | módulos, sensores, saídas, redes, códigos de pedido e versões do BlueControl |
| Manual de hardware 9499-040-69511 | montagem, ligação dos sensores e das saídas, alimentação, LEDs e derivação remota |
| Descrição de funções 9499-040-70511 | o projeto no BlueControl tela a tela e cada parâmetro de configuração |
| Tabela de parâmetros 9499-040-72911 | todos os dados do módulo de controle, com o endereço Modbus de cada um |
| Interface Modbus 9499-040-69611 | conector, velocidades, funções, formato dos endereços e códigos de erro |
| Interface Profibus DP | endereço, arquivo GSD, dados cíclicos e reação à queda da rede |
| Folha de dados do BlueControl | o que cada versão do programa faz e os códigos de licença e de cabo |
Do que preciso para configurar o KS Vario?
Segundo a West, só faz sentido configurar o KS Vario pelo BlueControl: o programa já leva em conta as ligações internas entre os módulos e evita erro de configuração. Você precisa de:
- o programa. O Mini é gratuito, de demonstração: monta a configuração e simula, mas não lê o aparelho nem salva o arquivo. Para ler e salvar, licença Basic (KSVC-109-10001; "Padrão" na folha em português) ou Expert (KSVC-109-10011), sem prazo de validade;
- o cabo. O KSVC-109-00101 (a interface RS232 aceita cabo de até 3 m). Sem porta serial no computador, um conversor USB para RS232 (a West lista o 9407-998-00081). O adaptador USB-TTL das outras linhas PMA não serve: na página de software da West, o driver dele vale para o BlueControl, menos o KS Vario.
O painel aberto pode ter tensão de rede nos bornes de relé e nas resistências. A ligação do computador fica com eletricista habilitado ou pessoa instruída por ele, como pede o manual.
Como criar o projeto no BlueControl?
A sequência da descrição de funções, com os nomes das telas:
- Extras > Options. Confira três opções antes do primeiro envio. Store data to device protege os dados que já estão no aparelho. Transfer communication parameters manda junto os dados de rede: com ela marcada, o endereço gravado no arquivo vai para o aparelho. Transfer measured value correction pode apagar uma correção de medição feita só no aparelho: antes de gravar um projeto alterado, leia o aparelho e salve o arquivo.
- Device selection. Em basic unit, KS VARIO; em input variant, o módulo de controle (T4/UTH, T4/RTD, T8/UTH ou T6/RTD); em Bus interface, a rede. O número de pedido aparece em Order number: compare com a etiqueta.
- System configuration. A posição 0 é o módulo de controle. Acrescente os outros módulos com Add, na ordem em que estão no trilho. Segundo a West, esta é a última chance de mudar a composição sem refazer a engenharia inteira.
- Controller. Cada canal recebe um intervalo de cálculo. A 3.200 ms, um canal ocupa 0,8% do processador; a 100 ms, 25,6%. A soma não pode passar de 100%: quatro canais a 100 ms já passam.
- Inputs e Outputs. A ligação entre entrada, canal e saída é livre. A West recomenda a ordem direta: entrada 1 no canal 1, entrada 2 no canal 2, e assim por diante.
- Configuration. Em Device, ajuste FrEq para 60 Hz, a frequência da rede no Brasil (é o filtro contra interferência), e, em Interface (IF), Bus.Typ, Addr, bAud e PrtY. Em cada canal, o sensor (S.tYP), a reação à quebra do sensor (FAIL) e à queda da rede (B.FAIL), o alarme de malha (LP.AL) e o autoajuste (Tune, Strt, AdtG).
- Gravar e guardar. Grave a configuração com o ícone de conexão curta que vai do computador para o aparelho. O outro ícone de conexão curta faz o caminho inverso: lê o aparelho. Salve o projeto (arquivo .bct) com o nome da máquina.
O KS Vario confere se a configuração bate com os módulos montados. Se um módulo mudar de lugar no trilho, o projeto precisa ser revisto.
Como ligar o KS Vario ao CLP por Modbus RTU?
O acoplador Modbus aceita RS485 ou RS422 e reconhece sozinho qual está ligada. O conector é um Sub-D fêmea de 9 pinos. Confira a pinagem no desenho da seção 2.1 da descrição Modbus. O endereço não tem chave no acoplador: é ajustado no BlueControl (Addr) ou pela própria rede.
| Item | O que diz a descrição Modbus |
|---|---|
| Velocidade | 2.400, 4.800, 9.600, 19.200 ou 38.400 baud |
| Rede | até 1.000 m sem repetidor; 32 aparelhos por segmento, 247 com repetidores; resistor de terminação nas duas pontas |
| Endereço do aparelho | 1 a 247 (0 é mensagem para todos, sem resposta) |
| Funções | 03 e 04 leem; 06 escreve um dado; 16 (10 hex) escreve vários; 08 é diagnóstico |
| Faixas de endereço | 0 a 511: dados do aparelho; 512 a 1023: os principais dados dos 30 canais, para a IHM; canal 1 a partir de 1024, e cada canal seguinte 512 adiante |
| Formato | inteiro no endereço base; com uma casa decimal, base + 16384 (4000 hex); ponto flutuante, base x 2 + 32768 (8000 hex) |
Exemplo, da tabela de parâmetros (versão de operação 4):
| Dado | Inteiro | 1 casa decimal | Ponto flutuante | Canal 2 (inteiro) |
|---|---|---|---|---|
| X.Eff, temperatura medida | 1216 | 17600 | 35200 | 1728 |
| SP.EF, setpoint em uso | 1217 | 17601 | 35202 | 1729 |
Três detalhes costumam travar a primeira comunicação:
- o ponto flutuante não se escreve com a função 06;
- -31000 é dado não definido, e -32000 é função desligada;
- o erro 03 (ILLEGAL DATA VALUE) volta quando o valor está fora dos limites ou quando se escreve um dado de configuração com o aparelho fora do modo de configuração.
O básico da RS485 está em Modbus RS485 no controlador de temperatura.
E por Profibus DP e as outras redes?
| Item | O que diz a descrição Profibus DP |
|---|---|
| Endereço | 0 a 126, 01 de fábrica, nas duas chaves rotativas do acoplador; pelo BlueControl, só com as chaves em "00" |
| Velocidade | vem do mestre e é reconhecida sozinha: de 9,6 kbit/s (até 1.200 m) a 12 Mbit/s (até 100 m) |
| Terminação | o resistor não está no acoplador: fica no conector |
| Dados cíclicos | escolhidos no BlueControl: até 120 de leitura e 120 de escrita de quaisquer canais, mais até 32 iguais para todos os canais |
| Queda da rede | parâmetro fail-safe: em Last value, o de fábrica, a estação segue com os últimos valores recebidos; em zero, as saídas forçadas pela rede vão a zero |
Se o CLP só garante a consistência dos dados em módulos próprios, a West indica os módulos de tamanho fixo A.3 a A.6 do arquivo GSD. A página de software da PMA na West traz o GSD para Profibus DPV1, o GSDML para PROFINET e os EDS para DeviceNet, CANopen e EtherNet/IP.
O que dizem os LEDs?
| LED | Onde | Aceso | Piscando | Apagado |
|---|---|---|---|---|
| D (verde) | módulo de controle | barramento interno sem erro | erro no barramento interno | sem alimentação |
| 1 RUN (verde) | módulo de controle | em operação | EEPROM com defeito | fora de operação |
| 2 (verde) | módulo de controle | autoajuste em curso | autoajuste sem sucesso, cancelado | autoajuste concluído ou fora de operação |
| 3 (amarelo) | módulo de controle | alarme memorizado | alarme ativo: limite, corrente ou SSR | sem alarme |
| 4 (vermelho) | módulo de controle | alarme de malha ou sensor em falha | sem erro | |
| US, UM, UB (verdes) | acoplador | alimentação do segmento, principal e do acoplador presentes | falta a tensão | |
| D1 (vermelho) | acoplador Profibus | nunca chamado pelo mestre | mestre presente, configuração errada | rede funcionando |
| D2 (vermelho) | acoplador Profibus, Modbus TCP ou EtherNet/IP | falha entre acoplador e módulo de controle | comunicação certa |
No acoplador Modbus RTU, D1 e D2 piscam com o envio e a recepção de dados. Antes de mandar um módulo para reparo, o manual pede para conferir sensores, fiação e o que está ligado às saídas.
O autoajuste não termina. Por quê?
Ele só começa com o processo estável: oscilação abaixo de ± 0,5% da faixa de controle (rnGL a rnGH). Na partida, a distância entre o setpoint e a temperatura atual precisa ser de pelo menos 10% da faixa de setpoint (SP.LO a SP.Hi). O LED 2 piscando indica cancelamento; o código diz a causa:
| Código | Causa | O que fazer, segundo a West |
|---|---|---|
| 3 | sentido de ação errado | trocar inverso e direto na configuração |
| 4 e 9 | a malha não responde | conferir sensor, ligação e processo |
| 5 e 7 | ponto de inflexão baixo (5) ou degrau de saída pequeno (7) | abrir os limites de saída (subir o máximo ou baixar o mínimo) |
| 6 e 8 | risco de passar do setpoint (6) ou pouca folga até ele (8) | mudar o setpoint, partir de temperatura mais baixa (6) ou reduzir a faixa de ajuste do setpoint (8) |
Em zonas vizinhas com forte acoplamento térmico, use o autoajuste em grupo (AdtG, até 4 grupos). Com Strt em 1, ele roda de novo a cada vez que a máquina liga, mesmo sem mudança no processo, e a partida demora mais: a West pede critério nessa opção. A teoria está em autossintonia no controlador de temperatura.
Perguntas frequentes
Existe manual do KS Vario em português?
Não completo. Em português há a folha de dados e o catálogo; configuração, endereços e redes estão nos documentos em inglês desta página.
Troquei o módulo de controle. Como devolvo a configuração?
Com o arquivo .bct da máquina, grave pelo BlueControl Basic ou Expert. A West também publica o BlueLoader, que só grava no aparelho uma configuração pronta, sem deixar alterar. Se o módulo antigo parou e não há arquivo, a configuração precisa ser refeita. Por isso vale guardar uma cópia de cada máquina.
Dá para mudar a configuração pelo CLP?
Os dados de configuração podem ser escritos pela rede, mas só com o aparelho em modo de configuração. A West recomenda configurar pelo BlueControl. Pelo CLP, o normal é ler e escrever setpoints e parâmetros.
Vou ampliar a máquina com mais zonas. O que muda no projeto?
O módulo novo entra em System configuration, e mudar a composição depois de criado o projeto exige refazer a engenharia. Os T4 ficam em até 4 malhas; para crescer, o T8/UTH ou o T6/RTD. Compare caminhos no controlador de temperatura multizona ou no seletor de controlador.
Resumo
- Manual completo só em inglês; em português, a folha de dados e o catálogo.
- Configuração pelo BlueControl na RS232; para ler e salvar, licença Basic ou Expert.
- Modbus: endereço pelo BlueControl ou pela rede, 512 endereços por canal.
- Profibus: chaves rotativas, ou BlueControl com as chaves em "00".
Quem ainda tem MLC 9000+ vê o que muda em migrar do MLC 9000+ para o KS Vario. O KS Vario, como os demais controladores West, tem garantia de 3 anos.
Vai ampliar um KS Vario, trocar um módulo ou montar uma máquina nova? Mande pelo WhatsApp ou pelo formulário desta página a foto das etiquetas do acoplador e do módulo de controle e diga qual é a rede do CLP. A equipe da Comander confere os códigos antes da cotação.
Qual é a sua situação?
Escolha uma opção: a conversa no WhatsApp já começa com o assunto certo.
