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Do MLC 9000+ para o KS Vario: o que muda na migração e o que levantar no painel

Equipe Comander Automação · publicado em 23/10/2026

O MLC 9000+ saiu de linha, e a West indica no lugar dele o sistema PMA KS Vario. Os dois controlam muitas zonas em trilho DIN e falam com o CLP pela rede. Mas a troca não é peça por peça: mudam os módulos, a ligação das saídas e da rede, os dados que o CLP lê e o programa de configuração. Com o levantamento feito antes, a troca cabe numa parada programada.

Quem só precisa repor um módulo acha os códigos na ficha do MLC 9000+. Quem vai projetar uma máquina nova pode começar pelos controladores para fabricantes de máquinas.

Por que planejar a troca se o MLC 9000+ ainda funciona?

Segundo a West, o produto fora de linha tem suporte por pelo menos 5 anos, conforme a disponibilidade de componentes. Enquanto houver o código, o módulo queimado se troca por outro igual.

O risco está no dia em que o código faltar. Numa extrusora, um módulo de 4 malhas que queima deixa quatro zonas do cilindro sem controle (veja o controlador de temperatura para extrusora e injetora). Sem o módulo, a saída é um sistema novo, e a máquina fica parada enquanto o projeto é feito.

O que muda do MLC 9000+ para o KS Vario?

MLC 9000+KS VarioO que isso pede na troca
Estrutura1 módulo de comunicação (BCM) e até 8 módulos de malha, de 1, 3 ou 4 malhas1 acoplador de rede, 1 módulo de controle e módulos de extensãouma lista de módulos nova
Zonas por sistemaaté 32até 30acima de 30 zonas, dois sistemas
Sensorentrada universal em cada malha: termopar, PT100, Ni120, mA, mV e Vo módulo define: UTH para termopar, RTD para PT100; mA e V por módulo de entrada analógicao sensor de cada zona na lista (o Ni120 não está na folha de dados do KS Vario)
TermoparesB, E, J, K, L, N, R, S e TB, C, D, E, J, K, L, N, R, S e Tos tipos do MLC estão todos lá
Saída para SSR12 Vcc nominais (10 V no mínimo), até 20 mA, com borne positivo e negativo em cada saída24 Vcc, 70 mA, comutando o positivo: o negativo do SSR vai ao 0 V da fonteconferir a faixa de comando do SSR e refazer a ligação do negativo
Saída a reléno módulo de malha: 2 A resistivos a 120/240 Vcaem módulo de relé à parte: 3 A, de 5 a 253 Vcacontar as saídas a relé
Saída analógicasó no Z1300 e no Z1301em módulo de saída analógicacontar as saídas em mA ou V
Corrente da resistênciaTC com secundário de até 50 mA, só no Z1301 e nos módulos de 3 malhas (um TC para as três resistências); os de 4 malhas não têm entrada de TC1 entrada de TC por módulo de controle ou de extensão de malhas; um TC para até 8 resistênciasrever o agrupamento: cada TC precisa aguentar a soma das correntes que passam por ele
Alimentação18 a 30 Vcc no BCM, até 30 W24 Vcc no acoplador; acima de 8 A na estação, divisão obrigatória em segmentosdimensionar a fonte de novo; o manual pede fonte com separação segura (SELV)
Rede Modbus RTURS485 em borne de 3 vias (BM220-MB)RS485 ou RS422 em conector Sub-D de 9 pinosrefazer a ponta do cabo
Dados para o CLPblocos de leitura e de escrita montados no Workshopno Modbus, endereços por canal na tabela de parâmetros; no Profibus DP, dados escolhidos no BlueControl e arquivo GSD própriorefazer a comunicação no CLP e na IHM
ConfiguraçãoMLC 9000+ Workshop, porta RJ11 (RS232) no BCMBlueControl, porta RS232 no módulo de controlerefazer a configuração
Largura no trilho206 mm com 8 módulos e 32 malhasmódulos de 12,2, 24,4 ou 48,8 mm, acoplador de 90,5 mm, peça de fim de 2,5 mm e duas travas de 14 mmmedir o trilho livre
Fiação de campobornes de encaixe de 5,08 mmbornes de mola, fio de 0,2 a 2,5 mm², cabos de até 30 mreterminar os cabos; entrada de termopar sem uso fica em curto, positivo com negativo
Troca de módulomódulo de malha a quente, mas com as tensões perigosas isoladas antes de soltar os conectores (até 240 Vca nos bornes dos relés); o BCM, só com o painel desligadosó com a estação inteira desligadanovo procedimento de manutenção

Três mudanças pegam de surpresa:

  • O relé saiu do módulo de malha. As saídas do módulo de controle são de 24 Vcc, até 70 mA. Contator com bobina em corrente alternada pede módulo de relé (VARIO DO 1/230 ou DO 4/230); bobina de 24 Vcc acima de 70 mA, módulo de saída digital de 500 mA.
  • O SSR passa a receber 24 Vcc, e não 12 Vcc. O SSR de hoje serve se a faixa de comando escrita nele inclui 24 Vcc.
  • A troca a quente acabou. Para tirar ou encaixar um módulo, o manual manda desligar a estação inteira. Todas as zonas daquele sistema param.

O que levantar no painel antes de cotar?

Com o painel aberto e ligado, há risco de choque. As fotos e a ligação do computador ficam com quem é habilitado.

  1. Etiquetas. Foto do BCM, de cada módulo e do trilho inteiro. O código do BCM diz a rede (BM220-MB é Modbus RTU). O do módulo diz as malhas, as saídas e se há entrada de TC.
  2. Zonas. Para cada uma: o sensor, o que cada saída aciona (SSR, contator, atuador analógico ou alarme), se também resfria e se tem TC.
  3. Configuração. No MLC 9000+ Workshop, Upload System Configuration from a connected device lê o sistema ligado à porta RS232 do computador. File | Save as salva o arquivo. O cabo é o MLC 9000-AN010; o kit AN111 traz programa, cabo e guia. Na tela Data Assemblies (menu View), anote o que o CLP lê e escreve. Não use o Download: ele grava no sistema a configuração do computador. Não mude parâmetro no modo online (Settings | Work Online): o guia da West avisa que mudar um parâmetro pode mudar outros.
  4. Rede. Endereço, velocidade e paridade (no BM220-MB, de fábrica, endereço 96 e 9600 baud). E quem é o mestre: CLP, IHM ou supervisório.
  5. Espaço e fonte. O trilho livre (as larguras estão na tabela) e a corrente da fonte de 24 Vcc.
  6. Cabos compridos. O manual do KS Vario limita os cabos de sensor e de saída a 30 m. Para zonas mais longe, ele prevê a derivação remota (VARIO RM TX, logo depois do módulo de controle, e RM BK).

Como escolher os módulos do KS Vario?

O módulo de controle define o sensor das primeiras zonas: UTH para termopar, RTD para PT100. Com mais de 4 zonas, ele é o T8/UTH ou o T6/RTD, que chegam a 30 malhas com os módulos de extensão. O acoplador segue a rede do CLP, inclusive PROFINET, que o MLC 9000+ não tinha. O código do módulo de controle também tem um dígito que depende da rede. Os códigos estão na ficha do KS Vario.

Como fazer a troca com pouca máquina parada?

  1. Configuração pronta antes, no BlueControl, testada na simulação do próprio programa.
  2. CLP e IHM adaptados antes, por quem programa a automação da máquina, com a descrição de interface do KS Vario para a rede usada.
  3. Montagem com o painel desligado e bloqueado. Há tensão de rede nos bornes dos relés e nas resistências: o serviço é de eletricista habilitado. O manual proíbe montar ou desmontar módulo energizado e pede cuidado com a eletricidade estática. Na ordem: acoplador e módulo de controle; depois, de preferência, as saídas digitais, e os analógicos no fim. Cada termopar vai com a polaridade certa e com cabo de compensação até o borne. Alimente o acoplador separado das saídas, cada um com o seu fusível. Assim, se as saídas perderem a alimentação, a rede segue e avisa o CLP.
  4. Primeira partida. O KS Vario confere se a configuração bate com os módulos montados. Confira zona a zona se o sensor e a resistência estão no mesmo canal. Depois vem o autoajuste, pela rede ou pelo BlueControl. Em zonas vizinhas com forte acoplamento térmico, use o autoajuste síncrono.

Dá para migrar em partes?

Em alguns casos: o MLC 9000+ e o KS Vario ficam no mesmo painel, cada um como um nó da rede, com endereço próprio. Depende da rede, do CLP e do número de zonas. Painel com mais de um BCM pode trocar um sistema de cada vez. Se a parada permitir, o mais simples é trocar tudo de uma vez.

E quem vem do KS 800 ou do KS 816?

A West também tirou de linha o KS 800 e o KS 816 e indica o KS Vario. O BlueControl configura a linha KS 800 e também o KS Vario. O resto muda como no MLC 9000+: módulos, fiação e comunicação com o CLP. Na RS 485/422, o KS 800 e o KS 816 usam o protocolo ISO 1745, e o KS Vario, o Modbus RTU. No Profibus DP, o arquivo GSD é outro. Os outros modelos fora de linha estão em controladores West descontinuados e seus substitutos.

Perguntas frequentes

Tenho um MLC 9000 antigo, sem o "+". Muda alguma coisa?

Muda. Segundo a West, o MLC 9000 original deu lugar ao MLC 9000+ em 2005, e os módulos dos dois não se misturam: para repor ou ampliar, troca-se o sistema inteiro. Na etiqueta, o antigo tem códigos como MLC9000-B220 ou C463; o MLC 9000+, BM220-MB ou Z4610. Peça na cotação as duas opções: um MLC 9000+ completo, enquanto houver os códigos, e o KS Vario.

Preciso comprar o BlueControl?

Para guardar o arquivo de cada máquina, sim. A versão Mini, de demonstração, não salva; a Padrão e a Expert salvam. Peça junto o cabo de configuração, que liga o computador à porta RS232 do módulo de controle.

O programa do CLP aproveita os endereços do MLC 9000+?

Não conte com isso. No MLC 9000+, o CLP lê os blocos de dados montados no Workshop. No KS Vario com Modbus, cada dado tem o seu endereço na tabela de parâmetros (9499-040-72911): uma faixa por canal e outra com os principais dados dos 30 canais. No Profibus DP, os dados são escolhidos no BlueControl, e o CLP recebe o arquivo GSD do KS Vario. As telas da IHM também se refazem.

Resumo

  • O MLC 9000+ saiu de linha. A West indica o KS Vario, mas a troca não é peça por peça.
  • Mudam o relé, o comando do SSR, a rede, os dados do CLP, a configuração e a manutenção.
  • Levante o painel e prepare a configuração e o CLP antes da parada.

Mande pelo WhatsApp ou pelo formulário desta página as fotos das etiquetas do BCM e dos módulos, a lista de zonas e a rede do CLP. A equipe da Comander confere os códigos e a aplicação antes da cotação. O KS Vario, como os demais controladores West, tem garantia de 3 anos.

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