Controlador de temperatura Modbus RS485: como ligar ao CLP e ao supervisório sem perder a configuração
Nos controladores West, a RS485 com Modbus RTU é opcional: na série Plus (6100+, 8100+ e 4100+), é um cartão de encaixe na posição A; no N2300, vem só no pedido, no lugar do relé de alarme 2. O controlador é escravo: o CLP ou o supervisório pergunta, e ele responde. Para conversar, as duas pontas usam a mesma velocidade e a mesma paridade, cada controlador tem um endereço próprio, e o A vai no A, o B no B. E o supervisório não deve gravar sem parar em mais de um parâmetro: a memória da configuração se gasta, avisa a West.
Risco de choque elétrico. A traseira do controlador tem bornes com tensão de rede (alimentação e contatos de relé): monte o cartão e ligue a RS485 com tudo desligado. O manual da série Plus pede instalação e configuração por pessoa competente e autorizada.
O que a RS485 resolve na fábrica?
- Registro. O supervisório lê a temperatura e guarda o histórico de cada lote, para o cliente ou a auditoria.
- Receita. Trocou o produto, o CLP muda o setpoint de cada zona, sem ninguém mexer no painel.
- Alarme na tela. O supervisório vê os alarmes e o sensor rompido; no limitador 6700+, vê também se o limite foi passado e se o relé travou.
- Menos fio. Vários controladores dividem o mesmo par, cada um no seu endereço. Na retransmissão pela saída linear, é um valor por cartão.
Quais controladores West têm Modbus?
| Modelo | Como vem a comunicação | Protocolo | Velocidade | Ajuste de fábrica |
|---|---|---|---|---|
| 6100+, 8100+, 4100+ (e 6700+, 6010+, 8010+) | cartão RS485 (PA1-W06) na posição A, montado no pedido ou depois | Modbus RTU ou West ASCII, no menu | 1.200 a 19.200 bps | Modbus sem paridade, 4.800 bps, endereço 1 |
| 6170+, 8170+, 4170+ | cartão RS485 na posição A | só Modbus | 1.200 a 19.200 bps | Modbus sem paridade, 4.800 bps, endereço 1 |
| N2300 | só no pedido, no lugar do relé de alarme 2 | Modbus, RS485 de 2 fios | 1.200 a 9.600 bps | 4.800 bps, sem paridade, endereço 1 (de 1 a 128) |
| Pro-EC44 | posição A: RS485 ou Ethernet | Modbus RTU ou Modbus TCP | RS485 de 4.800 a 115.200 bps | sem paridade |
| CAL 9300 | placa RS232 ou RS485, de fábrica ou posta depois | Modbus RTU | 1.200 a 19.200 bps | 9.600 bps (1.200 se a placa veio depois), sem paridade (DATA 18N1), endereço 0 |
No West 6100+, a posição A aceita um cartão só: RS485, entrada digital ou setpoint remoto. Para ter RS485 e setpoint remoto juntos, o 8100+ e o 4100+ põem a entrada auxiliar completa na posição B. O cartão também entra depois, como na hora de trocar o cartão de saída do West. Com muitas zonas, o KS Vario fala com o CLP por um acoplador de rede (Modbus RTU, Modbus TCP e outras redes).
Como ligar o par A e B?
| Controlador | A (Rx/Tx +) | B (Rx/Tx -) | Outro borne |
|---|---|---|---|
| 6100+ (1/16 DIN) | 12 | 11 | nenhum |
| 8100+ e 4100+ (1/8 e 1/4 DIN) | 16 | 17 | 18 (COM) |
| N2300 | 12 | 11 | nenhum |
Os manuais pedem atenção à polaridade. No N6100, o manual antigo desenha o par ao contrário: veja como trocar o N6100 pelo 6100+.
Terminação: o manual do N2300 diz que em geral não precisa, mas pode ser necessária acima de 100 m de linha: 120 Ω em série com 0,1 µF em cada ponta. O guia da CAL pede 120 Ω no mestre e no último aparelho, e dois resistores de polarização de 620 Ω num ponto da rede. O manual da série Plus não dá regra de terminação.
O que configurar no controlador?
Na série Plus, segure Função e aperte Subir (aparece SLCt), vá até ConF com Subir ou Descer e aperte Função; a senha de fábrica é 20. Prot, bAud e Addr só aparecem com o cartão reconhecido (no modo inFo, OPnA mostra r485); CoEn aparece sempre:
- Prot: ASCI (West ASCII), Mbn (Modbus sem paridade, o de fábrica), MbE (paridade par) ou Mbo (ímpar).
- bAud: 1.2, 2.4, 4.8, 9.6 ou 19.2 kbps; 4.8 de fábrica.
- Addr: de 1 a 255 em Modbus; 1 de fábrica.
- CoEn: r_W (leitura e escrita, o de fábrica) ou r_o (só leitura: as escritas pela rede são ignoradas).
No N2300, os parâmetros são Addr, bAUd e PAr (odd, EvEn ou nonE). No Pro-EC44, ficam no submenu de comunicação, com a habilitação da escrita pela rede. No CAL 9300, ficam no nível C: ADDR, BAUD e DATA.
A série Plus e o N2300 saem no endereço 1 (o CAL, no 0): cada controlador da rede precisa receber o seu. Na série Plus, a porta de configuração e a RS485 não se usam ao mesmo tempo.
Onde está cada dado?
Os números dos parâmetros mais usados, pelos manuais:
| Dado | 6100+, 8100+, 4100+ | N2300 |
|---|---|---|
| Temperatura (PV) | 1, só leitura | 1, só leitura |
| Setpoint em uso | 2 (só leitura com setpoint remoto) | 2, só leitura |
| Setpoint 1 / setpoint 2 | 34 / 29 | 15 / 16 |
| Potência de saída | 3 (só muda em manual) | 3, só leitura |
| Valor do alarme 1 / alarme 2 | 13 / 14 | 12 / 13 |
| Posição do ponto decimal | 18 | 18 |
| Identificação do aparelho | 122 = número do modelo (6100 no 6100+) | 121 = 231 e 122 = 2300 |
| Sensor rompido | PV = 63488; parâmetro 133, bit 0 | não consta no manual |
Para testar a rede, leia o parâmetro 122: se voltar o número do modelo, a comunicação e a numeração estão certas; se não, confira como o CLP numera os registradores. Na série Plus, o PV vem como 62976 abaixo da faixa, 63232 acima e 63488 com o sensor rompido: trate esses valores no CLP. Uma leitura traz até 64 parâmetros seguidos; a escrita é de um por mensagem.
O Pro-EC44 tem três mapas (inteiro, inteiro com uma casa e ponto flutuante): o PV da malha 1 está em 1031, 17415 ou 34830, e um PV de 23,9 volta como 23, 239 ou 23,9. No CAL, a temperatura vem em décimos (123,4 vira 1234), uma palavra por mensagem, e o aparelho não confere o valor recebido: o CLP confere antes de escrever.
O que não gravar pela serial?
Nos West das séries N e P (o código começa por N ou P, como P6100), a configuração fica numa memória EEPROM, que aguenta mais de 100 mil gravações. O controlador segura na RAM o último parâmetro alterado e só o grava na EEPROM quando a energia cai ou quando outro parâmetro muda.
Por isso, escrever só o setpoint, mesmo toda hora, não gasta a memória. Alternar dois parâmetros gasta: cada escrita de um grava o outro. Na conta, alternando dois a cada segundo, são 86.400 gravações por dia, e as 100 mil passam em pouco mais de um dia. Depois disso, a memória pode começar a falhar, e o controlador perde parâmetros.
A regra da West: o mestre não escreve sem parar em mais de um parâmetro e muda os outros só quando precisa. No Pro-EC44, a RAM segura as 6 últimas escritas: evite mudar sem parar mais de 6 parâmetros. Na prática, o supervisório lê em ciclo e escreve só quando o valor muda.
O que mandar para cotar certo?
- o modelo e a quantidade, ou o código da etiqueta, se for troca;
- o protocolo que o CLP espera (Modbus RTU, Modbus TCP ou West ASCII), a velocidade e a paridade da rede;
- se precisa de setpoint remoto ou entrada digital além da RS485;
- no N2300, se a saída 3 vai ser RS485 ou o relé de alarme 2.
A Comander é distribuidor oficial West. Na série Plus, o cartão RS485 vem montado no código pedido, e os controladores West têm garantia de 3 anos. A equipe confere o código e a aplicação antes da cotação.
Perguntas frequentes
Modbus ou West ASCII?
Modbus. O ASCII existe para conversar com produtos antigos e não está em todos os modelos (o 6170+ não tem). A West recomenda o Modbus para compatibilidade futura. Use ASCII só se o supervisório antigo falava ASCII.
O CLP escreve e recebe a exceção 3. Por quê?
Na série Plus, a exceção 3 volta quando a escrita pela rede está desligada (CoEn em r_o), quando o valor é inválido ou quando a ação não pode ser feita. Dois cuidados no mapa: o setpoint em uso (2) só aceita escrita sem setpoint remoto, e a potência de saída (3), só em manual.
O controlador West pode ser o mestre da rede?
Na série Plus, não: o manual diz que todos são escravos. O Pro-EC44 pode ser mestre de setpoint pela RS485: manda o próprio setpoint, de uma vez, para os controladores das outras zonas (broadcast). Pela Ethernet, não.
O supervisório pode mudar o limite do 6700+?
Pode: o setpoint de limite aceita escrita pela rede, a não ser que CoEn esteja em r_o, e o rearme do relé travado também pode vir pela rede. O limite é a proteção do processo: antes de rearmar, pela rede ou no painel, a causa do excesso precisa estar resolvida, avisa a West. Se o supervisório só precisa ler o estado do limitador, deixe CoEn em r_o; aí a mudança do limite e o rearme pela rede ficam bloqueados.
Resumo
| Pergunta | Resposta curta |
|---|---|
| Quem é o mestre? | o CLP ou o supervisório; o controlador responde |
| Ajuste de fábrica do 6100+ | Modbus sem paridade, 4.800 bps, endereço 1 |
| Bornes do 6100+ | A no 12, B no 11 |
| Primeiro teste | ler o parâmetro 122 (número do modelo) |
| 63488 no PV | sensor rompido (série Plus) |
| O que gasta a memória | escrever sem parar em mais de um parâmetro |
| N2300 | RS485 só no pedido, no lugar do alarme 2 |
Para escolher sensor, saídas e formato, veja o guia do controlador de temperatura. Vai ligar controladores a um CLP? Mande o código da etiqueta ou o modelo, quantos são, o protocolo e a velocidade da rede, pelo WhatsApp ou pelo formulário desta página.
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