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Controle de temperatura na usina de açúcar e etanol, do vapor ao limite de segurança

Na usina sucroenergética, as malhas grandes costumam ficar no sistema de controle da planta, e o controlador de painel cuida dos equipamentos com malha própria. Veja onde ele entra, qual West faz cada papel, o que a NR-13 pede da caldeira e como preparar a reposição na entressafra.

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Controlador para Válvula Motorizada West 6170+ / 8170+ / 4170+ 3 pontoscontrole de válvula 1/16, 1/8 e 1/4 DINformatos Universalentrada

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O controle de temperatura na usina de açúcar e etanol tem duas camadas. As malhas grandes, como a caldeira de bagaço, a fermentação e as colunas da destilaria, costumam ficar no CLP ou no sistema de controle da planta. O controlador de painel entra nos equipamentos com malha própria: a válvula de vapor de um trocador ou tanque, o aquecedor de fluido térmico, a resistência elétrica, a temperatura que só precisa ser vista e alarmada, e o limite de segurança, que não pode depender do controle. A visão geral está no guia do controlador de temperatura.

Onde o controlador de painel entra na usina?

Ponto da usinaO que precisaWest que entra
Trocador de calor ou tanque aquecido com válvula de vapor de atuador elétricomodular a válvula sem sinal de posição6170+ (8170+ e 4170+ em 1/8 e 1/4 DIN)
Equipamento com resistência elétricacontrole PID com SSR, contator ou saída linear6100+
Aquecedor de fluido térmico, quando a planta temcontrole da saída e limite independente6170+ ou 6100+, e o 6700+ no limite
Temperatura de óleo ou de mancal fora do CLPver, guardar a máxima e alarmar6010+ ou 8010+
Várias caldeiras na mesma central, com lógicaligar e desligar por demandaKS 98-2
Equipamento novo fabricado para a usinafamília padronizada, aprovações para exportarsérie Plus

Na cogeração, a proteção da turbina e do gerador costuma vir no sistema do próprio fabricante desses equipamentos. Na destilaria, o controlador de painel aparece em pontos isolados: um trocador com válvula própria ou uma temperatura que não está no supervisório.

Como controlar a válvula de vapor de um trocador ou tanque?

Na usina, o aquecimento de processo costuma ser a vapor. Quando a válvula tem atuador elétrico de abrir e fechar, o West 6170+ foi feito para ela: duas saídas movem a válvula em pulsos, em malha aberta, sem depender do sinal de posição. Se o atuador tiver esse sinal, a entrada auxiliar mostra a posição no display.

Três recursos pesam na usina:

  • Autossintonia que poupa o atuador. Corta movimentos desnecessários e reduz o desgaste da válvula e dos relés.
  • Sensor rompido fecha a válvula. Se o termopar ou o PT100 rompe, o 6170+ percebe em menos de 2 segundos e manda fechar a válvula.
  • Manual sem tranco. Na partida depois da entressafra, o operador passa para manual pelo frontal ou por uma entrada digital e volta ao automático sem salto na saída.

Para o supervisório, uma saída retransmite a temperatura ou o setpoint em 4 a 20 mA, ou a RS485 com Modbus entrega as leituras ao CLP. A malha continua no controlador; se o projeto pedir, o CLP manda o setpoint pela serial ou pela entrada opcional de setpoint remoto. No 6170+, a RS485, a entrada digital e a entrada auxiliar dividem a mesma posição de opção. O 8170+ e o 4170+ têm outra posição para a entrada auxiliar.

Fluido térmico e resistências: quem controla e quem protege?

No aquecedor de fluido térmico, um aparelho segura a temperatura de saída e outro, com sensor e relé próprios, corta o aquecimento se ela passar do ponto. O 6170+ modula o queimador; o 6100+ comanda as resistências. O limite fica com o West 6700+: relé com trava, de série, que fica desligado mesmo depois que a temperatura volta e só rearma com um comando de rearme, pela tecla do frontal ou por entrada remota, dado depois que ela voltou ao lado seguro. Antes de rearmar, o manual pede que a causa do disparo seja resolvida. O relé é de 5 A resistivos a 120/240 Vca: ele abre a bobina do contator das resistências ou a cadeia de segurança do queimador, e não a carga. Segundo o fabricante, tem aprovação FM 3545.

O detalhe de cada papel e a escolha entre limitador de painel e de trilho estão em controle de temperatura em caldeira e fluido térmico.

Onde entra a NR-13 na usina?

A NR-13 vigente trata da integridade estrutural de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques (item 13.1.1). A caldeira entra quando a pressão de operação passa de 60 kPa (item 13.2.1, alínea a). Pelo item 13.4.1.2, ela precisa ter:

  • válvula de segurança;
  • instrumento que indique a pressão do vapor;
  • sistema automático de controle do nível de água, com intertravamento contra o superaquecimento por falta de água;
  • na caldeira de combustível sólido não atomizado ou com queima em suspensão, um sistema de alimentação de água independente do principal.

Nenhum desses itens é o controlador de temperatura de painel.

Um vaso de pressão entra quando o produto da pressão pelo volume (P.V) passa de 8, ou, qualquer que seja o P.V, quando contém fluido da classe A (item 13.2.1, alíneas b e c). Fluido inflamável, como o etanol, é da classe A (item 13.5.1.1.1). O aquecedor de fluido térmico fica fora (item 13.2.2, alínea e), mas continua a ser inspecionado e mantido com responsável técnico (item 13.2.3). Confira cada enquadramento com o profissional legalmente habilitado da usina.

O que muda no painel de uma usina?

A usina tem pó de bagaço, umidade e calor perto da caldeira. Pelo datasheet, o 6100+ trabalha de 0 °C a 55 °C e de 20% a 95% de umidade relativa, sem condensação; os datasheets do 6170+, do 6700+ e do 6010+ trazem a mesma faixa. O frontal é IP66 quando bem instalado (NEMA 4X também no 6100+, no 6170+ e no 6700+), mas a parte de trás do 6100+ é IP20. Por isso o painel precisa ser fechado. Se, perto da caldeira, a temperatura dentro dele passa de 55 °C, ele precisa de ventilação ou climatização.

Os aparelhos aceitam termopar e PT100. O PT100 vai a 3 fios, com até 50 ohms por condutor. O termopar vai até os bornes com cabo de extensão ou de compensação do mesmo tipo, com a polaridade conferida na tabela de cores. Em percurso longo, um transmissor de 4 a 20 mA no campo resolve, alimentado pelo cartão de 24 V do próprio controlador. Toda ligação é feita com o painel desligado, por pessoa treinada e autorizada, pelo diagrama do manual.

Como preparar a reposição na entressafra?

A entressafra é a janela para revisar o que vai trabalhar a safra inteira. Fotografe a etiqueta de cada controlador instalado e monte a lista com o código completo; o decodificador de código West mostra o que cada dígito quer dizer. Mandada cedo, a lista dá tempo de confirmar o prazo dos importados antes da safra.

Na troca, segundo o fabricante, o 6100+ entra no lugar do N6100 com o mesmo recorte, a mesma caixa e a mesma fiação, e o 6700+ é o equivalente indicado para o N6700. Para os outros fora de linha, a West publica o equivalente quando há; nem todo modelo tem um. Na série Plus, quem troca contator por SSR troca o cartão de saída, e não o controlador, sempre com toda a alimentação desligada nos bornes, como pede o manual; depois aparece "Goto ConF", e é preciso percorrer a configuração até o fim. O SSR vai em dissipador, com fusível próprio.

E quem fabrica equipamento para usina?

Os fabricantes de equipamentos de Sertãozinho e de Piracicaba fornecem caldeiras e equipamentos de processo para usinas. A série Plus tem o mesmo menu e os mesmos cartões de saída de encaixe em 1/16, 1/8 e 1/4 DIN. Ela declara CE, UL, cUL e CSA, segundo o fabricante, o que ajuda no equipamento exportado.

Resumo

Se o equipamento da usina pedeWest indicado
modular válvula de vapor com atuador elétrico6170+ (ou 8170+ e 4170+)
controlar resistências6100+ com SSR, contator ou saída linear
limite independente com trava e FM, segundo o fabricante6700+
indicar, guardar a máxima e alarmar6010+ ou 8010+
várias caldeiras por demanda, com lógicaKS 98-2

O que mandar para cotar certo?

  • o equipamento (trocador, tanque, aquecedor de fluido térmico, secador) e quantos pontos de temperatura;
  • como aquece: válvula de vapor (tensão do motor e se o atuador tem sinal de posição) ou resistências (potência, tensão e acionamento);
  • a temperatura de trabalho e, se houver limite, a de corte;
  • o sensor: tipo de termopar, PT100 ou transmissor de 4 a 20 mA;
  • o formato (1/16, 1/8 ou 1/4 DIN) e a tensão do comando;
  • se precisa de retransmissão ou de RS485 com Modbus para o supervisório;
  • na reposição, a foto da etiqueta do aparelho de hoje.

A equipe da Comander, distribuidor oficial West, confere o código e a aplicação antes da cotação. Os controladores e indicadores West têm garantia de 3 anos. O envio sai em até 24 h para produtos em estoque; nos demais, o prazo é confirmado na cotação.

Mande os dados da lista acima pelo WhatsApp ou pelo formulário desta página. Na revisão da entressafra, junte numa mensagem só as fotos de todas as etiquetas.

Perguntas frequentes

Posso usar o limitador TB 45 na caldeira a vapor da usina?

O datasheet do TB 45 cita a caldeira de água quente de grande porte e as plantas de fluido térmico, não a caldeira a vapor. A segurança da caldeira a vapor, pela NR-13, passa pela válvula de segurança, pela indicação de pressão e pelo controle de nível com intertravamento, itens da própria caldeira. Para vapor, o manual do KS 98-2 cita a caldeira a vapor como exemplo do controle de nível de três elementos e da cascata de temperatura. Isso é controle: o intertravamento contra falta de água que a NR-13 pede é definido com o fabricante da caldeira e o profissional legalmente habilitado.

O CLP já controla a usina. Faz sentido um controlador de painel?

Faz no equipamento com malha própria, longe do CLP ou fornecido pronto. O controlador segura a temperatura sozinho e manda a leitura ao supervisório pela RS485 ou pela retransmissão. O limite de segurança fica num aparelho separado do controle.

O controlador vem configurado para o meu equipamento?

Na série Plus, o cartão de saída vem montado no código pedido. O ajuste de sensor, faixa, alarmes, PID e valor do limite é feito na partida do equipamento.

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