Resolver ou encoder: a diferença e qual usar em cada motor
A diferença entre resolver e encoder está no que vai dentro do corpo. O resolver é um transformador que gira: recebe uma tensão alternada e devolve dois sinais analógicos, seno e cosseno, que o drive converte em ângulo. Não tem eletrônica embarcada. O encoder tem: disco, sensor e circuito, e entrega o sinal já digital, em pulsos ou em código. Por isso o resolver vai onde o encoder sofre. O R25 da Dynapar trabalha em regime contínuo a 125 °C; o encoder heavy duty HS35R vai a 85 °C (100 °C na versão estendida). Em troca, o resolver só funciona com um drive que tenha entrada para ele. Regra prática: resolver para calor, sujeira e radiação, e quando o drive do motor já pede resolver; encoder para ligar direto no CLP, no contador ou no drive comum.
Qual a diferença entre resolver e encoder?
| Resolver | Encoder | |
|---|---|---|
| Princípio | transformador rotativo: rotor e estator com enrolamentos | disco óptico ou magnético lido por sensor |
| Eletrônica no corpo | nenhuma | sim |
| Sinal | analógico: seno e cosseno | digital: pulsos (incremental) ou código (absoluto) |
| Quem converte | o cartão de resolver do drive | o próprio encoder |
| Temperatura (exemplos) | R25: 125 °C contínuo; R56: -40 a 120 °C | HS35R: -40 a 85 °C (100 °C estendido); B58N: 0 a 100 °C |
| Choque (exemplos) | R25: 200 g; R56: 50 G | HS35R: 400 G; B58N: 100 G |
| Exatidão ou resolução | R25: ±7 a ±20 minutos de arco; R56: ±10 minutos de arco | HS35R: até 20.000 PPR; B58N: até 10.000 PPR |
| Ligação | só em drive ou conversor com entrada de resolver | CLP, contador, drive ou rede, conforme a saída |
O choque não decide sozinho: o HS35R aguenta 400 G, mais que o R25. A vantagem do resolver está na temperatura, na falta de eletrônica (que a radiação e a contaminação atacam) e na simplicidade.
Como funciona o resolver?
Na construção que a Dynapar descreve, o enrolamento de entrada fica no rotor, gira com o eixo e recebe a excitação, uma tensão alternada, tipicamente de 1 a 26 V e de 400 a 10.000 Hz. Dois enrolamentos de saída, fixos no estator e a 90° um do outro, recebem tensões que variam com o seno e com o cosseno do ângulo. O drive divide uma pela outra e calcula o ângulo. Há kits com a entrada no estator: no R25, é o caso do 1A.
Essa divisão tem um efeito útil: o ruído que entra igual nos dois sinais e boa parte da variação com a temperatura se cancelam. Como o sinal é contínuo, o resolver não tem "pulsos por volta": a resolução final depende do conversor do drive.
Os dados elétricos têm de bater com o drive. São eles a tensão e a frequência de excitação, a relação de transformação (saída sobre entrada), a corrente máxima e a defasagem. No R25, cada kit elétrico tem os seus: o 1A, por exemplo, tem relação de 0,500 com 5,3 V a 4.000 Hz. O R56 trabalha com 26 V a 2,4 kHz e relação de 0,454.
O resolver é absoluto ou incremental?
Depende da velocidade, o número de ciclos elétricos por volta. O resolver de uma velocidade gera um seno e um cosseno por volta: cada posição tem um par único de valores. Segundo a Dynapar, ele dá posição absoluta dentro da volta e pode fazer o papel de um encoder absoluto. O de várias velocidades gera mais ciclos por volta: é mais exato e dá movimento mais suave, mas deixa de ser absoluto e custa mais. Para a mesma comparação entre encoders, veja diferença entre encoder incremental e absoluto.
Quando usar resolver no motor?
O resolver de motor aparece em três funções, segundo a Dynapar: posição, velocidade e comutação. Na comutação de servomotor, a velocidade do resolver acompanha os polos do motor: um resolver de 5 velocidades serve um motor de 10 polos. A comutação pede cerca de ±1° de exatidão, e a Dynapar lembra que pagar por mais do que isso quase não muda o resultado.
Na indústria pesada, o resolver fica onde o sensor enfrenta calor, choque, vibração e contaminação: segundo a Dynapar, siderurgia, papel e produção de petróleo e gás. O R56 foi feito para substituir os resolvers de montagem em pé já instalados em sistemas de controle distribuído (DCS) de papel e de siderurgia, com montagem em pé ou face C NEMA 56C e bom sinal em velocidade zero.
Quando o encoder é a escolha certa?
Quando o equipamento que lê não tem entrada de resolver. O encoder liga direto na entrada rápida do CLP, no contador ou no drive comum, e o absoluto entra em SSI ou em rede. Também quando a aplicação precisa de muitos pulsos sem conversor à parte: o HS35R vai a 20.000 PPR, com IP67, 400 G de choque e furo de até 28 mm para motor. Para ambiente pesado com encoder, veja encoder heavy duty. Para escolher PPR, saída e eixo, veja como escolher um encoder. O encoder montado por fora no motor de indução com inversor tem guia próprio: encoder para motor.
Resolver ou encoder: qual usar em cada caso?
| Situação | Escolha | Por quê |
|---|---|---|
| Drive do motor com cartão de resolver | resolver | é o sinal que o drive lê |
| Sensor perto de forno, acima de 100 °C | resolver | o R25 trabalha a 125 °C contínuo |
| Radiação ou contaminação forte | resolver | não tem eletrônica para danificar |
| Reposição de resolver de montagem em pé num DCS | resolver R56 | foi feito para substituir esse resolver |
| CLP ou contador sem entrada de resolver | encoder | o sinal digital liga direto |
| Muitos pulsos por volta, sem conversor | encoder incremental | até 20.000 PPR no HS35R |
| Choque e vibração forte, até 100 °C | encoder heavy duty ou resolver | HS35R: 400 G; R25: 200 g |
| Posição absoluta em rede industrial | encoder absoluto | o encoder já fala o protocolo |
O que conferir na reposição de um resolver?
- o código da etiqueta: no R25, ele diz montagem, conector, eixo, kit elétrico e exatidão (a leitura está na ficha do R25);
- a tensão e a frequência de excitação do drive;
- a relação de transformação e a velocidade (1, 2 ou mais ciclos por volta);
- a montagem (flange, servo, pé ou face C), o eixo e o conector.
Mande esses dados, ou a foto da etiqueta e o modelo do drive, e a equipe confere o kit elétrico e a montagem antes da cotação. Os modelos estão na categoria de resolvers. A garantia é de 1 ano, e o envio sai em até 24 h para produtos em estoque.
Perguntas frequentes
Posso trocar o resolver do motor por um encoder?
Só se o drive tiver entrada para encoder, ou se o cartão de realimentação for trocado junto. O drive que lê resolver alimenta o resolver e espera seno e cosseno; um encoder não responde a isso.
O drive acusa falha no resolver. O resolver queimou?
Nem sempre. Segundo a Dynapar, a tensão de saída baixa pode vir da excitação baixa, do rotor desalinhado em relação ao estator ou da perda no cabo longo. Quando o resolver falha, aparece como curto ou circuito aberto nos enrolamentos. Confira isso antes de trocar a peça.
Qual cabo usar no resolver?
Cabo de pares trançados com blindagem, de baixa capacitância, principalmente nas distâncias longas, segundo a Dynapar. Para o R25, o fabricante oferece cabos com pares blindados um a um e conectores no padrão da peça.
Resumo
| Pergunta | Resposta curta |
|---|---|
| Qual a diferença? | resolver: transformador sem eletrônica, sinal analógico; encoder: sinal digital pronto |
| Qual aguenta mais calor? | o resolver: R25 a 125 °C contínuo |
| Qual aguenta mais choque? | depende do modelo: HS35R 400 G, R25 200 g |
| Resolver é absoluto? | o de uma velocidade, sim, dentro da volta |
| Liga em qualquer CLP? | o encoder liga; o resolver precisa de drive ou conversor com entrada de resolver |
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