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Resolver ou encoder: a diferença e qual usar em cada motor

Equipe Comander Automação · publicado em 27/10/2026

A diferença entre resolver e encoder está no que vai dentro do corpo. O resolver é um transformador que gira: recebe uma tensão alternada e devolve dois sinais analógicos, seno e cosseno, que o drive converte em ângulo. Não tem eletrônica embarcada. O encoder tem: disco, sensor e circuito, e entrega o sinal já digital, em pulsos ou em código. Por isso o resolver vai onde o encoder sofre. O R25 da Dynapar trabalha em regime contínuo a 125 °C; o encoder heavy duty HS35R vai a 85 °C (100 °C na versão estendida). Em troca, o resolver só funciona com um drive que tenha entrada para ele. Regra prática: resolver para calor, sujeira e radiação, e quando o drive do motor já pede resolver; encoder para ligar direto no CLP, no contador ou no drive comum.

Qual a diferença entre resolver e encoder?

ResolverEncoder
Princípiotransformador rotativo: rotor e estator com enrolamentosdisco óptico ou magnético lido por sensor
Eletrônica no corponenhumasim
Sinalanalógico: seno e cossenodigital: pulsos (incremental) ou código (absoluto)
Quem converteo cartão de resolver do driveo próprio encoder
Temperatura (exemplos)R25: 125 °C contínuo; R56: -40 a 120 °CHS35R: -40 a 85 °C (100 °C estendido); B58N: 0 a 100 °C
Choque (exemplos)R25: 200 g; R56: 50 GHS35R: 400 G; B58N: 100 G
Exatidão ou resoluçãoR25: ±7 a ±20 minutos de arco; R56: ±10 minutos de arcoHS35R: até 20.000 PPR; B58N: até 10.000 PPR
Ligaçãosó em drive ou conversor com entrada de resolverCLP, contador, drive ou rede, conforme a saída

O choque não decide sozinho: o HS35R aguenta 400 G, mais que o R25. A vantagem do resolver está na temperatura, na falta de eletrônica (que a radiação e a contaminação atacam) e na simplicidade.

Como funciona o resolver?

Na construção que a Dynapar descreve, o enrolamento de entrada fica no rotor, gira com o eixo e recebe a excitação, uma tensão alternada, tipicamente de 1 a 26 V e de 400 a 10.000 Hz. Dois enrolamentos de saída, fixos no estator e a 90° um do outro, recebem tensões que variam com o seno e com o cosseno do ângulo. O drive divide uma pela outra e calcula o ângulo. Há kits com a entrada no estator: no R25, é o caso do 1A.

Essa divisão tem um efeito útil: o ruído que entra igual nos dois sinais e boa parte da variação com a temperatura se cancelam. Como o sinal é contínuo, o resolver não tem "pulsos por volta": a resolução final depende do conversor do drive.

Os dados elétricos têm de bater com o drive. São eles a tensão e a frequência de excitação, a relação de transformação (saída sobre entrada), a corrente máxima e a defasagem. No R25, cada kit elétrico tem os seus: o 1A, por exemplo, tem relação de 0,500 com 5,3 V a 4.000 Hz. O R56 trabalha com 26 V a 2,4 kHz e relação de 0,454.

O resolver é absoluto ou incremental?

Depende da velocidade, o número de ciclos elétricos por volta. O resolver de uma velocidade gera um seno e um cosseno por volta: cada posição tem um par único de valores. Segundo a Dynapar, ele dá posição absoluta dentro da volta e pode fazer o papel de um encoder absoluto. O de várias velocidades gera mais ciclos por volta: é mais exato e dá movimento mais suave, mas deixa de ser absoluto e custa mais. Para a mesma comparação entre encoders, veja diferença entre encoder incremental e absoluto.

Quando usar resolver no motor?

O resolver de motor aparece em três funções, segundo a Dynapar: posição, velocidade e comutação. Na comutação de servomotor, a velocidade do resolver acompanha os polos do motor: um resolver de 5 velocidades serve um motor de 10 polos. A comutação pede cerca de ±1° de exatidão, e a Dynapar lembra que pagar por mais do que isso quase não muda o resultado.

Na indústria pesada, o resolver fica onde o sensor enfrenta calor, choque, vibração e contaminação: segundo a Dynapar, siderurgia, papel e produção de petróleo e gás. O R56 foi feito para substituir os resolvers de montagem em pé já instalados em sistemas de controle distribuído (DCS) de papel e de siderurgia, com montagem em pé ou face C NEMA 56C e bom sinal em velocidade zero.

Quando o encoder é a escolha certa?

Quando o equipamento que lê não tem entrada de resolver. O encoder liga direto na entrada rápida do CLP, no contador ou no drive comum, e o absoluto entra em SSI ou em rede. Também quando a aplicação precisa de muitos pulsos sem conversor à parte: o HS35R vai a 20.000 PPR, com IP67, 400 G de choque e furo de até 28 mm para motor. Para ambiente pesado com encoder, veja encoder heavy duty. Para escolher PPR, saída e eixo, veja como escolher um encoder. O encoder montado por fora no motor de indução com inversor tem guia próprio: encoder para motor.

Resolver ou encoder: qual usar em cada caso?

SituaçãoEscolhaPor quê
Drive do motor com cartão de resolverresolveré o sinal que o drive lê
Sensor perto de forno, acima de 100 °Cresolvero R25 trabalha a 125 °C contínuo
Radiação ou contaminação forteresolvernão tem eletrônica para danificar
Reposição de resolver de montagem em pé num DCSresolver R56foi feito para substituir esse resolver
CLP ou contador sem entrada de resolverencodero sinal digital liga direto
Muitos pulsos por volta, sem conversorencoder incrementalaté 20.000 PPR no HS35R
Choque e vibração forte, até 100 °Cencoder heavy duty ou resolverHS35R: 400 G; R25: 200 g
Posição absoluta em rede industrialencoder absolutoo encoder já fala o protocolo

O que conferir na reposição de um resolver?

  • o código da etiqueta: no R25, ele diz montagem, conector, eixo, kit elétrico e exatidão (a leitura está na ficha do R25);
  • a tensão e a frequência de excitação do drive;
  • a relação de transformação e a velocidade (1, 2 ou mais ciclos por volta);
  • a montagem (flange, servo, pé ou face C), o eixo e o conector.

Mande esses dados, ou a foto da etiqueta e o modelo do drive, e a equipe confere o kit elétrico e a montagem antes da cotação. Os modelos estão na categoria de resolvers. A garantia é de 1 ano, e o envio sai em até 24 h para produtos em estoque.

Perguntas frequentes

Posso trocar o resolver do motor por um encoder?

Só se o drive tiver entrada para encoder, ou se o cartão de realimentação for trocado junto. O drive que lê resolver alimenta o resolver e espera seno e cosseno; um encoder não responde a isso.

O drive acusa falha no resolver. O resolver queimou?

Nem sempre. Segundo a Dynapar, a tensão de saída baixa pode vir da excitação baixa, do rotor desalinhado em relação ao estator ou da perda no cabo longo. Quando o resolver falha, aparece como curto ou circuito aberto nos enrolamentos. Confira isso antes de trocar a peça.

Qual cabo usar no resolver?

Cabo de pares trançados com blindagem, de baixa capacitância, principalmente nas distâncias longas, segundo a Dynapar. Para o R25, o fabricante oferece cabos com pares blindados um a um e conectores no padrão da peça.

Resumo

PerguntaResposta curta
Qual a diferença?resolver: transformador sem eletrônica, sinal analógico; encoder: sinal digital pronto
Qual aguenta mais calor?o resolver: R25 a 125 °C contínuo
Qual aguenta mais choque?depende do modelo: HS35R 400 G, R25 200 g
Resolver é absoluto?o de uma velocidade, sim, dentro da volta
Liga em qualquer CLP?o encoder liga; o resolver precisa de drive ou conversor com entrada de resolver

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